Gastos de campanha dos presidenciáveis nas Eleições 2026
Até esta segunda-feira, 7, os 13 candidatos à Presidência da República declararam despesas que somam R$ 75 milhões para as Eleições 2026, conforme levantamento do Estadão com base em informações oficiais fornecidas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador Flávio Bolsonaro (PL) responde por 67% desse montante, totalizando R$ 49,99 milhões, o que o coloca à frente no ranking de maiores gastos entre os presidenciáveis.
Parte significativa dos valores declarados poderia ser detalhada em rubricas específicas, como despesas com impulsionamento de conteúdos e produção de programas em rádio, televisão ou vídeo. Entre os gastos, cerca de R$ 3,3 milhões foram destinados a serviços advocatícios.
Após a divulgação dos dados, a assessoria de Flávio Bolsonaro ressaltou que a campanha mantém “compromisso com a transparência e respeito ao eleitor”, adotando uma postura ágil na organização e divulgação das informações, evitando aguardar o limite dos prazos legais para disponibilizá-las.
Declaração de gastos dos demais candidatos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou até o momento despesas de aproximadamente R$ 100 mil, quase integralmente investidos em publicidade por meio de materiais impressos. Ressalta-se que os dados são preliminares e sujeitos a atualizações conforme novas informações sejam enviadas ao TSE.
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Além de liderar em gastos totais, Flávio Bolsonaro também é o candidato que mais recebeu recursos do fundo eleitoral, com R$ 42 milhões. Lula aparece na sequência, com R$ 35 milhões do chamado “fundão”.
Em segundo lugar no ranking de despesas, o governador Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 20,9 milhões, concentrados principalmente na produção de programas de rádio e televisão e contratação de serviços de terceiros.
O presidenciável Romeu Zema (Novo) informou gastos de R$ 2,6 milhões, com destaque para R$ 930 mil em consultoria e marketing digital.
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Estratégias e peculiaridades das campanhas
Renan Santos (Missão) apresentou despesas de R$ 599,5 mil, incluindo uma categoria inédita denominada “segurança e prevenção, repressão e combate à violência política”, à qual destinou R$ 8 mil. A campanha de Renan também registrou desembolsos de R$ 42,6 mil na rubrica “produção de programas de rádio, televisão ou vídeo”, apesar do candidato não dispor de horário eleitoral gratuito nesses meios. A verba pode estar sendo aplicada na produção de vídeos para internet.
Renan Santos tem apostado em uma estratégia digital, que chegou a ser suspensa parcialmente pelo ministro do TSE Dias Toffoli na última segunda-feira, 31, devido à ausência de informações completas sobre perfis nas redes sociais. No entanto, a decisão foi revogada no dia seguinte.
De acordo com as normas do tribunal, os candidatos, partidos, federações e coligações devem apresentar a prestação de contas parcial entre 9 e 13 de setembro e a final até 30 dias após as eleições. Caso ocorra segundo turno, o prazo final é estendido para 20 dias após o pleito. Mesmo antes dessas datas, os comitês eleitorais têm a possibilidade de enviar ao TSE os gastos realizados.
