Início de campanha com críticas diretas e propostas de segurança
Romeu Zema, candidato à presidência da República pelo Novo, escolheu Montes Claros, no norte de Minas Gerais, para lançar oficialmente sua campanha eleitoral. No discurso, o ex-governador de Minas Gerais direcionou críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), à política externa do governo Lula e apresentou um compromisso firme: construir um super presídio na região Norte para líderes de facções criminosas.
“O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta. Nós vamos mudar essas leis. Precisamos colocar para mofar atrás das grades quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem”, afirmou Zema, anunciando mudanças legislativas para endurecer o sistema penal.
Críticas à política externa e tensões internacionais
O candidato também direcionou críticas ao atual governo federal, responsabilizando o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo aumento tarifário dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo Zema, a política externa do governo está prejudicando relações importantes.
“Esse governo está tratando muitos países mal, a começar pelos Estados Unidos. Questionou o dólar como moeda, como se mudar para euro ou o yuan fosse resolver os nossos problemas. E se aproximou de países que não são democráticos, como Cuba, Irã e Venezuela. Depois vem reclamar que estão sofrendo sanção dos Estados Unidos”, declarou o candidato, associando a aproximação com regimes autoritários às sanções comerciais que impactam o Brasil.
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Discurso e manifestações nas redes sociais
Mais cedo, Zema usou um vídeo em seu perfil nas redes sociais para reforçar sua mensagem, usando uma imagem de inteligência artificial que lança um avião de papel pelo país até o Congresso Nacional, onde pousa em uma mesa com um boneco representando Lula. O papel levava a mensagem: “Lugar de intocável é na cadeia! Tô chegando… Zema”. A reação do boneco foi de irritação, simbolizando a oposição do atual governo às críticas.
No discurso, Zema fez críticas indiretas aos ministros do STF, ao afirmar que o Brasil não é um país fracassado, mas sim roubado por políticos que enriquecem enquanto a população empobrece. Ele mencionou o contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master, sugerindo corrupção e privilégios.
Resposta a processos judiciais e posicionamento político
O candidato destacou que responde “com orgulho” a um processo movido pelo ministro Gilmar Mendes por calúnia. Segundo ele, existe uma “casta nova” de intocáveis que se consideram acima da lei e controlam o governo e o Estado. Zema se apresenta como o candidato que mais denunciou esses abusos, afirmando não ter medo de continuar falando por não ter “rabo preso”.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Agenda em Montes Claros e apoio político
Durante a manhã, Zema participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, no centro de Montes Claros, maior cidade da região com 437 mil habitantes. A cidade foi escolhida também por sua ligação com Humberto Souto, ex-prefeito e ex-deputado falecido em 2025, a quem Zema demonstra admiração. O candidato esteve acompanhado do postulante a deputado federal Marcus Vinicius (Novo).
Após o culto, Zema realizou um discurso para eleitores e caminhou até o Mercado Municipal, onde participou de um almoço com outros candidatos do partido Novo. A agenda não contou com a participação do governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), que apoia Zema, mas optou por compromissos em outras cidades e um debate na TV Band.
Estratégia de campanha e desafios eleitorais
Sem direito a horário eleitoral gratuito, Zema intensificará sua presença por meio das redes sociais, imprensa e debates para ampliar seu alcance entre os eleitores. A pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto indica que o candidato tem 2% das intenções de voto, enquanto 47% do eleitorado afirma desconhecê-lo, apontando o desafio de construir maior visibilidade nacional.
