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    Política

    Pesquisa revela enfraquecimento do Centrão no Senado com polarização entre esquerda e bolsonarismo

    Bianca SilvaPor Bianca Silvaagosto 30, 2026Nenhum comentário5 min de leitura
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    Pesquisa revela enfraquecimento do Centrão no Senado com polarização entre esquerda e bolsonarismo
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    Polarização marcada na corrida pelo Senado

    As recentes pesquisas de intenção de voto para o Senado indicam um fortalecimento da polarização política na disputa pelas 54 cadeiras em jogo, duas por estado. Considerando os 27 senadores que cumprem metade do mandato e os candidatos que lideram as pesquisas, o Centrão tende a perder representatividade. Contudo, nem o bolsonarismo nem a esquerda alcançam a maioria necessária para aprovar projetos que exigem quórum qualificado.

    A estratégia do bolsonarismo e os números do PL

    A eleição para o Senado é uma prioridade para o bolsonarismo, que busca pautas ideológicas com restrições constitucionais, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O Partido Liberal (PL), liderado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro, é o que mais lançou candidatos, com 33 postulantes em 25 estados. O partido não tem representantes no Amapá e em Alagoas, onde apoia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados.

    O levantamento do GLOBO, que considerou pesquisas Quaest em quase todos os estados — exceto Piauí e Ceará, com dados do Datafolha — aponta que 14 candidatos do PL estão entre as duas primeiras posições. Se somados aos senadores atuais da legenda, a projeção indica crescimento de 10 para 24 cadeiras. Além disso, em sete estados, candidatos do PL aparecem em terceiro, empatados tecnicamente em segundo.

    PT mantém posição e busca governabilidade

    Na outra ponta, o PT tem nove candidatos bem posicionados nas pesquisas. O partido do presidente Lula também mira o Senado para garantir governabilidade em um possível quarto mandato. Em 22 estados, pelo menos um postulante do PT ou do PL ocupa as duas primeiras posições. No Mato Grosso do Sul, o PL apresenta chapa pura e lidera as pesquisas, mesma situação em Rondônia. Na Bahia, o PT desponta na frente.

    Desafios para formação de maioria qualificada

    Marco Antônio Carvalho Teixeira, professor de Ciência Política da FGV EAESP, avalia que, apesar do crescimento, o PL e o PT ainda estão longe de dominar o Senado. Para aprovar um impeachment de ministros, por exemplo, são necessários 54 votos, ou dois terços dos 81 senadores.

    “O Senado é conhecido pela busca do equilíbrio e moderação. Caso esse cenário se confirme, será necessário um esforço significativo de negociação por parte dos grupos políticos, o que é esperado na atividade legislativa. Caso contrário, a pauta pode ficar travada”, destaca o especialista.

    Leia também: Análise Atualizada da Disputa pelo Senado em Pernambuco Segundo Pesquisa Quaest

    Fonte: cidaderecife.com.br

    Leia também: Aécio Neves retoma candidatura ao Senado por Minas Gerais com foco na negociação da dívida

    Fonte: soudebh.com.br

    Alta taxa de eleitores indecisos pode alterar cenário

    A corrida pelo Senado ainda pode sofrer mudanças até o pleito, já que o índice de eleitores indecisos e que desconhecem os candidatos é elevado. Em Minas Gerais, por exemplo, mais de 90% dos eleitores estão nessa condição, segundo as pesquisas.

    A pesquisa Quaest de agosto revela que apenas 11% dos eleitores consideram a defesa do impeachment de ministros do STF um fator decisivo para o voto. Em contrapartida, o envio de emendas parlamentares e a execução de obras no estado têm maior peso nas escolhas eleitorais.

    Conflito entre Congresso e STF em torno das emendas

    O repasse de emendas é um ponto de tensão entre Congresso e STF. Na semana passada, durante videoconferência na Universidade de São Paulo, o ministro Flávio Dino, relator dos processos relacionados às verbas parlamentares na Corte, afirmou que as emendas “são o maior vetor de corrupção” da burocracia estatal.

    Mayra Goulart, doutora em ciência política e professora do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca que o embate em torno das emendas transcende a direita e pode unir o Legislativo em movimentos contra ministros do STF.

    “Um movimento anti-Supremo relacionado às emendas pode dar uma coesão inédita ao Legislativo”, afirma a professora.

    Leia também: Mailza defende expansão do comércio para fortalecer economia do Acre

    Fonte: acreverdade.com.br

    Alterações na legislação sobre impeachment de ministros

    No ano passado, o ministro Gilmar Mendes propôs mudança para que pedidos de impeachment contra ministros do Supremo fossem competência exclusiva da Procuradoria-Geral da República (PGR), restringindo o papel do Senado. Após reação parlamentar, a proposta foi revista, mantendo a prerrogativa dos senadores, porém exigindo maioria qualificada para avançar com os processos, elevando o quórum de 41 para 54 votos.

    Essa exigência também se aplica para aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PEC), como as que tratam do fim da escala 6×1 e da segurança pública, segundo a Constituição (PEC).

    O encolhimento do Centrão no Senado

    Atualmente, 34 das 54 cadeiras em disputa pertencem a partidos do Centrão. Caso as pesquisas se confirmem, o bloco pode perder até dez vagas para siglas como PDT, PSB e Novo. Em Alagoas, Arthur Lira lidera com 20% das intenções de voto, seguido por Renan Calheiros (MDB) e Marina JHC (PSDB), que estão tecnicamente empatados.

    Em estados estratégicos, a disputa está acirrada. No Rio de Janeiro, a petista Benedita da Silva lidera com 10%, seguida por bolsonaristas e candidatos do Republicanos, em empate técnico. A esquerda divide a segunda vaga entre Monica Benício (PSOL) e Pedro Paulo (PSD).

    Divisão entre bolsonaristas em Santa Catarina

    Em Santa Catarina, a disputa é marcada pela divisão dos bolsonaristas. Carlos Bolsonaro (PL) concorre à reeleição e aparece em segundo lugar, tecnicamente empatado com Carol de Toni (PL). Ele lidera entre os primeiros votos, mas tem desempenho inferior para a segunda vaga. O senador Esperidião Amin (PP), que busca reeleição, lidera as pesquisas no estado.

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    Bianca Silva

    Bianca Silva assina a cobertura de politica no portal Agenda Pública, com atenção aos temas que impactam Brasil, Brasília. Sua biografia editorial será refinada assim que a geração assistida estiver disponível.

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