Democratas assumem maioria no Senado dos EUA
Na madrugada desta quarta-feira (4), o Partido Democrata garantiu a maioria das cadeiras no Senado dos Estados Unidos, marcando uma derrota significativa para Donald Trump nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Essa virada impacta diretamente o cenário político nacional, uma vez que os democratas recuperaram sete assentos que estavam sob controle republicano em estados como Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. Além disso, o partido manteve outras 12 cadeiras que já ocupava.
Equilíbrio de poder em Washington pode ser transformado
Os resultados indicam uma possível mudança no controle do Congresso americano. A projeção aponta que, além do Senado, os republicanos podem perder a maioria na Câmara dos Representantes. Antes da votação, o partido de Trump detinha a maioria em ambas as Casas. Até o momento, a contagem para o Senado apresenta 53 cadeiras para os democratas, 41 para os republicanos e 6 aguardando resultado. Entre as 35 cadeiras em disputa, a maioria das outras 65 só será renovada em 2028. Para controlar o Senado, é necessário que um partido tenha ao menos 51 senadores, o que já foi confirmado para os democratas.
Vitórias surpreendentes em estados tradicionalmente conservadores
Em estados historicamente conservadores, o Partido Democrata conquistou vitórias inesperadas. No Texas, James Talarico venceu Ken Paxton, procurador-geral do estado envolvido em escândalos, que havia recebido o apoio de Trump. Na Carolina do Sul, Annie Andrews derrotou Darline Graham, também respaldada pelo presidente, apesar das dúvidas internas no partido republicano quanto à sua experiência. Em Ohio, Sherrod Brown superou o senador Jon Husted, após diversas visitas de Trump para apoiar o candidato republicano.
Leia também: Eleições nos EUA: Abdul El-Sayed lidera pesquisa e pode ser primeiro muçulmano no Senado
Leia também: Eleições nos EUA: Democratas lideram nas primeiras parciais e renovam disputa pelo Congresso
Os democratas também conquistaram uma cadeira na Carolina do Norte e mantiveram posições em New Hampshire e na Geórgia. Na Geórgia, Jon Ossoff foi reeleito, impedindo avanços republicanos em uma das disputas consideradas prioritárias para o partido adversário.
Reeleições e substituições no Senado
Além das vitórias em disputas acirradas, senadores democratas como Cory Booker (Nova Jersey), Ed Markey (Massachusetts) e John Hickenlooper (Colorado) asseguraram seus mandatos com facilidade. Juliana Stratton foi eleita em Illinois para substituir o senador Dick Durbin, também do Partido Democrata. Essas confirmações reforçam a posição do partido na Casa Legislativa, consolidando sua maioria.
Entendendo as eleições de meio de mandato nos EUA
O sistema eleitoral americano prevê a renovação parcial do Congresso a cada dois anos. No caso das eleições de meio de mandato, ocorrem renovação total da Câmara dos Representantes e parcial do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores cumprem seis anos. Neste pleito, foram disputadas 435 cadeiras na Câmara e 35 no Senado, que possui 100 cadeiras no total. Essa estrutura faz com que o equilíbrio político se altere frequentemente, dependendo dos resultados em diferentes estados.
