Pesquisa Quaest destaca intenções de voto para presidência e crise no STF
A pesquisa Quaest, de abrangência nacional, está pronta para revelar as intenções de voto para o cargo de presidente da República nas eleições de 2026. O levantamento, cuja divulgação está marcada para segunda-feira (14), inclui uma lista de treze candidatos no cenário estimulado para o primeiro turno, além de cinco simulações de segundo turno com confrontos envolvendo o atual presidente.
O trabalho de campo será realizado entre quinta-feira (10) e domingo (13), com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entrevistados presencialmente. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03607/2026. Encomendado pelas empresas Editora Globo S/A e Globo Comunicação e Participações, o levantamento teve custo de R$ 314 mil e apresenta margem de erro máxima de aproximadamente 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Percepção sobre o STF e impacto na escolha presidencial
O levantamento dedica um segmento à avaliação da percepção pública sobre a honestidade dos principais candidatos e o nível de confiança nas três principais instituições: Supremo Tribunal Federal (STF), Presidência da República e Congresso Nacional.
Além disso, a pesquisa investiga o conhecimento da população acerca das investigações relacionadas ao Banco Master, envolvendo o ex-controlador Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça e o advogado-geral da União Jorge Messias. Questiona quem agiu corretamente nesse episódio e se a crise no STF influencia a decisão do eleitor para presidente.
Essas perguntas ocorrem em meio a crescente tensão entre magistrados do STF. Recentemente, o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, alegando que a PF teria produzido relatórios de inteligência com monitoramento ilegal de autoridades, incluindo ele mesmo e Jorge Messias. O afastamento foi revertido pelo ministro Flávio Dino, que argumentou que a medida poderia atrapalhar investigações em curso.
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Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões conflitantes sobre a direção da PF e convocou uma sessão extraordinária do plenário para terça-feira (15), para discutir o processo que reúne relatórios da Polícia Federal mencionando o ministro Alexandre de Moraes.
O confronto institucional se intensificou após o ministro André Mendonça divulgar um relatório da PF contendo mensagens entre Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em meio a essa crise, o questionário também avalia propostas para reformulação do STF, como mandato por tempo fixo, indicações feitas pelo Congresso ou Judiciário, restrição de decisões monocráticas, adoção de código de ética, quarentena para políticos e exigências profissionais mais rigorosas.
Primeiro turno e cenários testados
No cenário estimulado de primeiro turno, os entrevistados escolherão entre os seguintes treze candidatos: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), o escritor Augusto Cury (AVANTE), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (MISSÃO), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), o veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA) e Zema (NOVO).
O instituto também avalia um cenário alternativo sem a presença de Pablo Marçal (PRTB) e investiga se o eleitor considera sua escolha definitiva ou passível de alteração até o dia da votação.
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Fonte: soudesaoluis.com.br
Simulações do segundo turno e avaliação da gestão atual
Para o segundo turno, a pesquisa simula cinco confrontos envolvendo Lula (PT) contra Augusto Cury (AVANTE), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (MISSÃO), Ronaldo Caiado (PSD) e Zema (NOVO). O levantamento inclui ainda a avaliação da gestão do presidente Lula, medindo aprovação, desaprovação e classificações detalhadas do governo como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.
Resultados recentes da pesquisa Quaest
A última edição divulgada em 7 de setembro de 2026 trouxe os seguintes percentuais no cenário estimulado sem Pablo Marçal: Lula (PT) com 36%, Flávio Bolsonaro (PL) com 29%, Augusto Cury (AVANTE) com 8%, Renan Santos (MISSÃO) e Ronaldo Caiado (PSD) com 3% cada, Romeu Zema (NOVO) com 2%, Samara Martins (UP) com 1%. Brancos, nulos ou não votantes totalizaram 8%, e os indecisos, 10%. Os demais candidatos ficaram em 0%.
Na inclusão de Pablo Marçal, este alcançou 1% das intenções. Na pesquisa espontânea, Lula aparecia com 28%, Flávio Bolsonaro com 20% e Augusto Cury com 4%.
Nos cenários de segundo turno, os percentuais foram equilibrados em alguns confrontos, como Lula e Flávio Bolsonaro com 41% cada, e variaram em outros duelos diretos. O levantamento anterior ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrado no TSE sob o código BR-01720/2026.
