Fenômeno atinge milhões de pessoas em faixa restrita do planeta
O eclipse solar total previsto para esta quarta-feira (12) vai escurecer completamente o Sol para cerca de 15,2 milhões de pessoas que vivem na estreita faixa do planeta onde o fenômeno será visível. A estimativa é do site especializado Time and Date.
Quando somados os locais onde a Lua ocultará parcialmente o Sol, o número de pessoas com alguma visibilidade do eclipse sobe para aproximadamente 980 milhões, o que representa cerca de 12% da população mundial. Essa fase parcial poderá ser observada em uma área muito maior, incluindo boa parte da Europa, partes da América do Norte, norte da Ásia e regiões do norte e oeste da África.
Locais de visibilidade e detalhes do eclipse
O caminho da totalidade do eclipse atravessará a Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena área de Portugal. No entanto, o Brasil não poderá acompanhar o fenômeno, nem mesmo parcialmente.
O eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, lançando uma sombra sobre o planeta. No caso do eclipse total, a Lua bloqueia completamente a luz solar, criando o escurecimento completo do Sol, fenômeno que poderá ser visto na Europa.
O tempo máximo de totalidade, quando o Sol ficará totalmente encoberto, será de cerca de 2 minutos e 18 segundos.
Horários e como acompanhar
O eclipse começa às 12h34, no horário de Brasília, com a Lua iniciando a cobertura parcial do Sol no primeiro ponto atingido pela sombra. A fase de totalidade se inicia às 13h58 e o pico do fenômeno ocorrerá às 14h46.
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Fonte: edemossoro.com.br
Esses horários indicam o avanço do eclipse por diferentes regiões da Terra e não correspondem à duração para uma única localidade, onde o Sol ficará totalmente encoberto por poucos minutos.
Apesar de o eclipse não ser visível no Brasil, a NASA e o Observatório Nacional (ON) farão transmissões ao vivo de imagens captadas em diversos pontos do percurso do eclipse, com comentários de especialistas. O portal Agenda Pública também acompanhará a cobertura ao vivo.
Para quem estiver em regiões de visibilidade, a recomendação é nunca olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo durante a fase parcial. Óculos comuns, câmeras, binóculos e telescópios sem filtros solares específicos não garantem a segurança dos olhos.
Características do eclipse e curiosidades
A faixa de totalidade, onde o Sol ficará completamente coberto, atravessa áreas pouco povoadas da Groenlândia e Islândia antes de chegar à Europa continental, com a Espanha sendo destaque para observação do fenômeno. Nessa região, o Sol ficará oculto por alguns instantes, enquanto em outras partes da Europa será possível observar o eclipse parcial.
O Sol e a Lua aparentam ter tamanhos quase iguais no céu devido à distância e proporção entre eles. Essa coincidência permite que a Lua cubra totalmente o disco solar, revelando a coroa solar, a parte mais externa da atmosfera do Sol, durante o eclipse total.
Na Espanha, a totalidade ocorrerá próxima ao pôr do sol, exigindo uma visão desobstruída do horizonte para contemplar o fenômeno, já que o Sol estará baixo nessa direção.
A duração da totalidade será breve, com máximo de cerca de 2 minutos e 18 segundos, podendo ser menor dependendo da localização exata dentro da faixa de totalidade. A proximidade do centro da faixa aumenta o tempo de cobertura total.
As condições climáticas também influenciam na observação. Nuvens podem impedir a visualização do eclipse, mesmo estando dentro da faixa adequada.
Sequência rara de eclipses na Península Ibérica
A Espanha enfrentará uma sequência incomum de eclipses nos próximos anos. Após o eclipse total de agosto de 2026, outro eclipse solar total será visível em partes do país em agosto de 2027. Em janeiro de 2028, a região acompanhará um eclipse solar anular, quando a Lua deixa visível um “anel de fogo” ao redor do Sol.
Essa série de eventos tem atraído astrônomos, turistas e entusiastas para Espanha e Portugal, consolidando a região como destino importante para a observação desses fenômenos.
Impacto prático e segurança para observadores
Apesar da beleza e importância científica do eclipse, é fundamental que os observadores sigam as orientações de segurança para evitar danos à visão. Apenas equipamentos adequados com filtros solares específicos garantem a proteção necessária para assistir ao eclipse.
No Brasil, o fenômeno não será visível. Porém, graças às transmissões ao vivo da NASA e do Observatório Nacional (ON), o público brasileiro poderá acompanhar o evento em tempo real pela internet.
