Encerramento do desenvolvimento dos sistemas eleitorais
A menos de um mês das eleições gerais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a assinatura digital e lacração dos sistemas eletrônicos que serão utilizados no pleito de 2026. A cerimônia pública realizada na sexta-feira (4) marcou o fim da fase de desenvolvimento dos programas que operam as urnas eletrônicas. Essa etapa é fundamental para certificar que o software instalado nas máquinas corresponde exatamente às versões que passaram por testes rigorosos e receberam aprovação prévia.
Durante o evento, representantes da Justiça Eleitoral, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público e Polícia Federal participaram da assinatura, ressaltando a importância da integridade e transparência do processo eleitoral brasileiro.
Garantia de transparência e fiscalização
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, destacou que a assinatura e lacração dos sistemas reforçam a transparência e segurança do processo eleitoral, além de assegurar a possibilidade de auditoria em todas as etapas da votação.
“A segurança do processo eleitoral não depende de um único mecanismo, mas da combinação de múltiplas camadas de proteção, controles independentes, procedimentos rigorosos e, principalmente, da ampla fiscalização”, afirmou o ministro.
Segundo Nunes Marques, a Justiça Eleitoral mantém aberta a participação pública e institucional em todas as fases de preparação do voto eletrônico. A fiscalização exercida por instituições credenciadas contribui para fortalecer a confiança na confiabilidade do sistema.
Compromisso com a soberania popular
O ministro reforçou o papel da Justiça Eleitoral em garantir que cada cidadão tenha o poder de escolher os rumos do país por meio do voto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com o segundo turno previsto para 25 de outubro, caso seja necessário.
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“A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não tem preferência por candidaturas. Nossa missão é cumprir a Constituição e assegurar a vontade soberana do povo brasileiro”, afirmou Nunes Marques.
Do desenvolvimento à compilação dos sistemas
Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, explicou que o processo teve início logo após as eleições municipais de 2024. Durante dois anos, os sistemas passaram por diversas fases de desenvolvimento, aperfeiçoamento e testes rigorosos.
Na última semana, os códigos-fonte foram compilados, transformando-os em linguagem de máquina, para que as urnas possam executar os programas. Logo após, as assinaturas digitais do TSE e das entidades fiscalizadoras foram aplicadas, oficializando as versões dos sistemas.
“Foram dois anos de trabalho intenso. Robustecemos os sistemas, realizamos testes extensivos e, recentemente, compilamos os programas para que as urnas eletrônicas possam compreendê-los. As entidades fiscalizadoras estiveram presentes para assinar digitalmente os sistemas”, detalhou Valente.
Auditoria e fiscalização contínuas
O processo eletrônico de votação é acompanhado por diversas fases de auditoria e fiscalização. Desde 2 de outubro de 2025, iniciou-se a inspeção dos códigos-fonte que serão utilizados nas urnas e no sistema eletrônico das eleições de 2026.
Durante um ano, os programas foram analisados por entidades como a OAB, Ministério Público, Congresso Nacional, partidos políticos, Controladoria-Geral, Polícia Federal e Sociedade Brasileira de Computação. Essas instituições examinaram os códigos, módulos de transmissão, totalização e mecanismos de criptografia.
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Fonte: indigenalise-se.com.br
Na última semana, ocorreu a compilação dos sistemas, traduzindo os códigos-fontes para linguagem executável pelas urnas. As assinaturas digitais representam uma espécie de “impressão digital” criptografada, que permite verificar se o sistema em uso corresponde ao aprovado durante os testes. Os resumos digitais também foram publicados na internet para consulta pública.
Lacração e armazenamento seguro dos sistemas
Após a assinatura, as cópias físicas dos sistemas foram lacradas em três envelopes invioláveis, assegurando proteção contra alterações. As mídias não-regraváveis foram distribuídas em dois envelopes para a sala-cofre do TSE e um envelope ficou sob responsabilidade do secretário de Tecnologia e Informação do tribunal. Essas cópias serão encaminhadas aos tribunais regionais para a preparação das urnas.
Júlio Valente comparou a assinatura conjunta a um contrato firmado entre as instituições, que “congela” as versões aprovadas e impede modificações unilaterais pelos participantes.
“Mesmo que o TSE quisesse, não poderia alterar unilateralmente os sistemas. Esse é um mecanismo importante de segurança para o processo eleitoral”, explicou.
Sistemas essenciais assinados e lacrados
Foram assinados e lacrados digitalmente diversos sistemas que garantem o funcionamento das urnas eletrônicas, o registro e transmissão dos boletins, a totalização dos resultados e a segurança das informações por meio de criptografia.
Além do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e do secretário Júlio Valente, participaram da cerimônia o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a defensora pública-geral, Tarcijany Linharesa; o vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa; a conselheira nacional do Ministério Público, Fabiana Costa Oliveira Barreto; o representante do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Júnior; e o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese.
