Senadores fora da disputa e impactos na composição do Senado
As eleições de outubro terão efeito direto na composição do Senado Federal a partir de 2027. Dos 54 senadores cujos mandatos estão em disputa neste ano, 13 já confirmaram que não disputarão nenhum cargo, o que garante a saída deles da Casa na próxima legislatura. Além desses, nove parlamentares concorrem a outros cargos ou figuram como suplentes em chapas eleitorais. Dos senadores remanescentes, 32 buscam a reeleição para manter suas cadeiras.
Esse cenário indica que pelo menos 22 dos atuais titulares das cadeiras em disputa não continuarão como senadores a partir de 2027, número que pode aumentar conforme o resultado das urnas para os que tentam renovar seus mandatos. Entre os 13 que deixarão o Senado, nove exercem mandatos titulares e quatro são suplentes que ocupam temporariamente as vagas.
Senadores em candidaturas alternativas e suplências
Entre os nove senadores que participam das eleições sem pleitear a permanência como titulares, destacam-se candidaturas a diferentes cargos. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, enquanto Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) buscam mandatos na Câmara dos Deputados. Mara Gabrilli (PSD-SP) tenta uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo.
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Além disso, quatro senadores atuais disputam a eleição como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já atua como suplente, disputa novamente essa posição na chapa de Marina JHC (PSDB-AL). Três titulares também buscam suplência: Nelsinho Trad (PSD-MS) integra a chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA) concorre na chapa do filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB) está na chapa de Nabor Wanderley.
Mandatos exercidos por suplentes e situação nas principais unidades da federação
Dos 54 senadores em disputa, sete são suplentes atualmente no exercício do mandato. Além de Dra. Eudocia, aparecem Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo-CE), que concorre a vice-presidente; Fernando Dueire (PSD-PE), de Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), que renunciou; Carlos Portinho (PL-RJ), suplente de Arolde de Oliveira, falecido; Roberta Acioly, suplente de Mecias de Jesus, que renunciou para cargo no Tribunal de Contas do Estado de Roraima; Ivete da Silveira (MDB-SC), suplente do governador Jorginho Mello; e Giordano (Podemos-SP), suplente de Major Olímpio, falecido.
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Desses suplentes, quatro não participam das eleições, dois disputam outros cargos e Portinho é candidato à reeleição para o Senado. O impacto dessa movimentação é especialmente sentido em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, estados que terão duas cadeiras em disputa. Neles, nenhum dos atuais titulares permanece na Casa em 2027. No Paraná e no Rio Grande do Sul, todos os quatro senadores em exercício não concorrem. Em São Paulo, Giordano não disputa eleição, enquanto Mara Gabrilli tenta vaga na Assembleia Legislativa estadual, garantindo que as cadeiras desses estados terão novos ocupantes na próxima legislatura.
