Senado reforça combate à desinformação eleitoral
A circulação de vídeos manipulados, áudios clonados e falsas denúncias desafia o processo eleitoral ao ampliar a desinformação nas redes sociais. O avanço da inteligência artificial contribui para que conteúdos enganosos atinjam diferentes públicos, dificultando a identificação dessas mensagens. Nesse contexto, o Senado Federal intensifica a atuação para garantir o acesso do eleitor a informações confiáveis, essenciais para o exercício do voto.
Desde 2020, o Senado mantém o senado verifica, serviço oficial dedicado a combater a desinformação. O canal recebe dúvidas dos cidadãos, realiza checagens e consulta fontes oficiais, apresentando os esclarecimentos em linguagem acessível. Entre os temas analisados estão as regras eleitorais, o processo de votação e a escolha dos representantes para o Senado.
Parceria com o Tribunal Superior Eleitoral
O Senado integra, desde 2022, o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, com base em protocolo firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa tem como foco ampliar a divulgação de informações seguras sobre urnas eletrônicas, fiscalização do processo, apuração dos votos e normas das campanhas eleitorais.
Ester Monteiro, gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, destaca que a cooperação concentra-se no monitoramento de conteúdos falsos e no atendimento às dúvidas da população, além da promoção da educação midiática por meio de reportagens, podcasts e vídeos educativos. O objetivo é preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar evidências antes de compartilhar informações.
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Fonte: daquidemanaus.com.br
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Fonte: noticiadesalvador.com.br
Desafios da inteligência artificial nas eleições
Para as eleições de 2026, o uso inadequado da inteligência artificial representa uma preocupação significativa. Técnicas como deepfakes, que geram vídeos e áudios falsos imitando pessoas reais, podem ser utilizadas para atribuir declarações ou situações inexistentes a candidatos. O TSE estabeleceu regras que obrigam a identificação clara de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial na propaganda eleitoral, proibindo o uso dessas tecnologias para favorecer ou prejudicar candidaturas.
Além disso, as normas vedam que sistemas de inteligência artificial recomendem ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações, buscando preservar a imparcialidade do processo eleitoral.
Fontes confiáveis e canais para esclarecimento
A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos de instituições parceiras. O Senado Verifica permanece disponível para responder dúvidas relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral, embora não substitua a atuação da Justiça Eleitoral, nem investigue crimes ou aplique sanções.
Os cidadãos podem enviar questionamentos pelo WhatsApp: (61) 98190-0601. Para denúncias de conteúdos suspeitos que ameaçam a integridade das eleições, o TSE disponibiliza o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral. Denúncias sobre propaganda irregular devem ser encaminhadas ao Pardal, também do TSE. É recomendável preservar links, registros de tela, datas, horários e perfis responsáveis para facilitar a apuração.
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Fonte: belzontenews.com.br
Orientações para evitar a propagação de desinformação
O enfrentamento à desinformação depende da atuação consciente do eleitor. Mensagens alarmistas, sem autoria ou que demandam compartilhamento imediato exigem cautela. Recomenda-se verificar a origem, buscar a fonte original, conferir datas e contextos, consultar perfis oficiais de candidatos e partidos e acessar o site do TSE (tse.jus.br) para informações confiáveis.
Combater a desinformação visa assegurar que o debate público e a escolha dos representantes ocorram com base em dados corretos, preservando a liberdade do voto e a integridade das eleições, especialmente neste ano em que serão escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal.
Últimas checagens do TSE
Entre as verificações recentes destacam-se:
- É falso que ministros tenham autorizado redes sociais a descumprir ordens da Justiça nas Eleições 2026;
- Não haverá novas urnas nas Eleições 2026; presença de observadores internacionais e abertura do código-fonte não são novidades;
- A abertura do código-fonte ocorre desde 2002, não sendo responsabilidade direta do ministro André Mendonça;
- Ministros Barroso e Moraes não mandaram fabricar chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas;
- É mentira que mesários votem no lugar de eleitores na urna eletrônica;
- É falso que 811 mil chineses poderão votar nas eleições brasileiras;
- TSE alerta para golpe com cobrança para regularização de pendências eleitorais.
