Nova pesquisa Datafolha e o contexto político atual
O Datafolha divulgará uma pesquisa presidencial na próxima quinta-feira (17), logo após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode definir a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise vai além da corrida presidencial, incluindo a percepção dos eleitores sobre o embate entre Moraes e o ministro André Mendonça, além do efeito do escândalo do Banco Master no eleitorado.
Metodologia e abrangência do levantamento
O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, com 2.002 entrevistados de diferentes regiões do país. A coleta de dados ocorreu presencialmente em locais de grande circulação, com questionários estruturados. O estudo, que examina treze candidatos no cenário estimulado do primeiro turno e cinco possíveis duelos no segundo turno, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04029/2026. O custo da pesquisa foi de R$ 307 mil, com margem de erro máxima de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Temas específicos e influência do Judiciário na eleição
A pesquisa explora questões relacionadas diretamente ao Judiciário e ao ambiente político. Avalia, por exemplo, se o confronto recente entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, assim como o escândalo envolvendo o Banco Master, influenciam a decisão do eleitor na escolha presidencial. Também investiga se a crise no STF prejudica ou beneficia os candidatos e identifica a inclinação política dos políticos citados no escândalo, classificando-os entre esquerda, centro ou direita.
Além disso, o Datafolha pergunta aos eleitores se a posição de um candidato ao Senado favorável ao impeachment de ministros do STF aumenta ou diminui suas chances de voto, ou se é indiferente.
Primeiro turno: cenário completo e perfil dos candidatos
A pesquisa inicia com uma pergunta espontânea sobre a intenção de voto para presidente, seguida por um cenário estimulado que inclui os seguintes candidatos: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo).
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O questionário também apura o grau de decisão do eleitor, se seu voto está definido ou ainda pode mudar, além da motivação da escolha, seja por propostas ou para impedir a vitória de outro candidato. O índice de rejeição aos candidatos também é medido.
Simulações para o segundo turno
O Datafolha testa cinco possíveis confrontos de segundo turno envolvendo o presidente Lula (PT) contra: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Escritor Augusto Cury (Avante). Essas simulações ajudam a mapear os cenários eleitorais mais prováveis e o comportamento do eleitor diante das disputas diretas.
Percepções gerais do eleitor sobre o país
O levantamento inclui ainda um módulo para captar o sentimento dos brasileiros em relação ao Brasil, avaliando se sentem orgulho ou vergonha e se percebem o país em estados como tranquilidade, raiva, animação, desânimo, medo, confiança, tristeza, felicidade, segurança ou insegurança. Também são investigados o interesse por política, o posicionamento ideológico em escalas que variam entre bolsonarista e petista, e entre esquerda e direita, além do comportamento eleitoral caso o voto não fosse obrigatório.
Resultados anteriores e posicionamento dos candidatos
A última pesquisa nacional Datafolha para Presidência foi divulgada em 11 de setembro de 2026. No cenário principal do primeiro turno, sem Pablo Marçal, Lula (PT) liderava com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 35%. Escritor Augusto Cury (Avante) aparecia com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, e Renan Santos (Missão) com 3%. Outros candidatos, como Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Hertz Dias (PSTU), registravam entre 0% e 2%. Votos em branco, nulos ou nenhum candidato somavam 6%, enquanto indecisos eram 4%.
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Em um cenário alternativo com Pablo Marçal (PRTB), este alcançava 2% das intenções de voto, mantendo Lula em 39% e Flávio Bolsonaro em 33%. Outros candidatos mantinham percentuais semelhantes. Brancos e nulos somavam 6%, e indecisos, 3%.
Confrontos no segundo turno: disputas equilibradas
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam em disputa acirrada, com 46% e 44%, respectivamente. Contra Augusto Cury, Lula marcava 45% e Cury 43%. Nas simulações contra Ronaldo Caiado, Zema e Renan Santos, Lula mantinha vantagem, com percentuais entre 46% e 48%, enquanto os adversários oscilavam entre 37% e 41%. A porcentagem de votos em branco, nulos e indecisos variava entre 8% e 12%.
Esses dados refletem a complexidade do cenário político atual, marcado por debates judiciais e escândalos que influenciam diretamente a percepção do eleitorado.
Próximos passos e expectativas
Com a sessão do STF e a divulgação da nova pesquisa Datafolha, o ambiente político brasileiro deve se movimentar rapidamente. As informações coletadas sobre a influência do Judiciário e dos recentes escândalos podem modificar estratégias de campanha e o posicionamento dos candidatos. A expectativa é que os próximos dias definam rumos importantes para a sucessão presidencial e o equilíbrio institucional.
