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    Política

    Novo questiona eleições e evita se posicionar sobre vitória de Lula nas urnas

    Bianca SilvaPor Bianca Silvaoutubro 31, 2026Nenhum comentário4 min de leitura
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    Novo questiona eleições e evita se posicionar sobre vitória de Lula nas urnas
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    Contestações do Novo sobre resultado eleitoral

    O presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, publicou uma crítica nas redes sociais questionando a legitimidade do resultado das eleições presidenciais. Ribeiro apontou o uso da máquina pública e do Supremo Tribunal Federal (STF) como fatores que teriam influenciado o pleito, referindo-se à decisão do ministro Cristiano Zanin que estendeu o horário de votação até às 19h, medida solicitada também pelo PL.

    Segundo ele, “o resultado da eleição é a prova de que o Brasil não é uma democracia”. Ribeiro afirmou que o PT teria recorrido à máquina pública e ao STF para se manter no poder e que há três ações judiciais solicitando a cassação da chapa Lula-Alckmin, ressaltando que cabe à Justiça cumprir seu papel.

    Reação da Justiça Eleitoral e posicionamento de Flávio Bolsonaro

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a regularidade do processo eleitoral e reconheceu a vitória do presidente Lula ainda no domingo (25), após a totalização dos votos. Apesar disso, Flávio Bolsonaro declarou não reconhecer o resultado e anunciou que entraria com pedido de anulação da votação.

    Logo após a derrota nas urnas, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos e divulgou uma carta em que se autoproclamou “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, além de acusar fraude eleitoral e negar o resultado do segundo turno.

    Leia também: Milei questiona urnas eletrônicas e provoca reação do Itamaraty sobre eleições brasileiras

    Leia também: Quem lidera as pesquisas para presidente no 2º turno das Eleições 2026? Lula e Flávio Bolsonaro em disputa acirrada

    Em resposta, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reafirmou que a Justiça Eleitoral conduziu o pleito com segurança e que as eleições transcorreram normalmente.

    Estratégia do Novo diante da disputa interna na direita

    Eduardo Ribeiro esclareceu que o Novo não reconhece a vitória da chapa Lula-Alckmin enquanto as ações judiciais estiverem em curso e que o partido não pretende entrar em disputas internas da direita. Ribeiro destacou que o partido mantém “as portas abertas” para quadros que se identifiquem com a legenda, caracterizada como de direita, liberal e conservadora.

    O partido optou por não se manifestar sobre a carta de Flávio Bolsonaro, que questiona o resultado eleitoral em tom golpista, o que, segundo apuração do g1, faz parte de uma estratégia para explorar uma divisão dentro da direita, especialmente no PL, entre quem apoia ou rejeita o discurso de Flávio.

    Desdobramentos políticos e críticas internas

    Após a revelação de áudios nos quais Flávio Bolsonaro solicita recursos financeiros para financiar o filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador Romeu Zema foi um dos primeiros a criticar a relação entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro. Zema classificou a atitude de Flávio Bolsonaro como imperdoável e um “tapa na cara dos brasileiros de bem”.

    Leia também: Flávio Bolsonaro e Lula avançam para o segundo turno das eleições presidenciais

    Leia também: Crise no STF Abala Eleições e Pressiona Lula e Flávio Bolsonaro, Apontam Especialistas

    Entretanto, essas declarações geraram desconforto dentro do partido, e Zema foi pressionado a moderar o tom para evitar prejuízos nas campanhas locais em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Posteriormente, Zema passou a defender a união da direita para derrotar o PT, mas acabou isolado e perdeu o apoio de lideranças ainda no primeiro turno.

    Um exemplo dessa ruptura foi o deputado Marcel Van Hattem, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro poucos dias antes do primeiro turno e foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul.

    Desempenho eleitoral e desafios para o Novo

    O Novo enfrentou dificuldades nas eleições presidenciais, com Romeu Zema ficando na sexta colocação, recebendo apenas 326.488 votos, o que corresponde a 0,27% dos votos válidos. Esse desempenho foi inferior ao do candidato Felipe D’Avila em 2022, que conquistou 559.708 votos, 0,47% do total.

    A cláusula de desempenho, que exige que partidos atinjam um percentual mínimo de votos válidos para manter acesso a recursos do Fundo Partidário e tempo de propaganda eleitoral, impõe desafios para o Novo diante do resultado obtido.

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    Bianca Silva

    Bianca Silva assina a cobertura de politica no portal Agenda Pública, com atenção aos temas que impactam Brasil, Brasília. Sua biografia editorial será refinada assim que a geração assistida estiver disponível.

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