Universalização do saneamento no centro do debate eleitoral
Pelo Marco Legal do saneamento básico (Lei 14.026/20), o Brasil deve garantir a universalização dos serviços de saneamento até 2033, assegurando acesso a água potável para 99% da população e tratamento e coleta de esgoto para 90%. Contudo, ainda existem 32 milhões de brasileiros consumindo água sem tratamento adequado e quase 90 milhões sem acesso a esgotamento sanitário. Esse cenário evidencia a urgência do tema nas agendas dos governantes e legisladores eleitos neste ano.
Campanha Voto no Saneamento mobiliza candidatos e eleitores
Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, ressalta a importância de incluir o saneamento como prioridade nas eleições. A entidade lançou a campanha Voto no Saneamento, que oferece informações fundamentais para candidatos e eleitores. Para os postulantes a cargos públicos, a iniciativa apresenta propostas de governo que abordam planejamento, regionalização e estratégias para superar gargalos em áreas rurais e vulneráveis, além de estudos que destacam os benefícios econômicos e sociais da universalização.
Para a população, o site votonosaneamento.tratabrasil.org.br disponibiliza dados e questionamentos para que eleitores possam avaliar as intenções dos candidatos em relação ao saneamento básico. Segundo Luana, a campanha busca romper com a ideia de que investimentos em infraestrutura subterrânea não geram votos, mostrando que a universalização do saneamento transforma a vida das pessoas.
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Fonte: diretodorecife.com.br
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Impactos sociais e econômicos da universalização
A ausência de saneamento básico provoca consequências graves à saúde pública, como 344 mil internações e 4.900 mortes por doenças relacionadas, incluindo dengue, esquistossomose, leptospirose e diarreia. Crianças sem acesso a saneamento estudam em média dois anos a menos do que aquelas com acesso, e trabalhadores enfrentam perdas econômicas significativas, com uma diferença de R$ 1.200 na renda média.
Os ganhos econômicos projetados para a universalização até 2033 são substanciais: redução de R$ 25 bilhões em custos com saúde, além de mais de R$ 400 bilhões em aumento da produtividade. Trabalhadores informais, que não recebem salário durante afastamentos por doença, seriam beneficiados. No setor turístico, a melhoria da infraestrutura pode gerar um incremento superior a R$ 60 bilhões, já que a falta de saneamento afasta visitantes devido à má reputação das localidades.
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Fonte: decaruaru.com.br
Responsabilidades e desafios para os governos
O portal da campanha oferece um painel detalhado com dados sobre o acesso ao saneamento básico por município, reforçando que as eleições gerais envolvem diferentes níveis de governo, cada um com suas responsabilidades em relação à universalização do saneamento. O debate deve permanecer ativo para garantir que as metas estabelecidas sejam cumpridas e que os investimentos necessários sejam priorizados nos próximos mandatos.
