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    Eleições 2026: análise completa dos candidatos ao Senado e mudanças esperadas

    Bianca SilvaPor Bianca Silvasetembro 11, 2026Nenhum comentário5 min de leitura
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    Eleições 2026: análise completa dos candidatos ao Senado e mudanças esperadas
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    Contexto e dinâmica das eleições para o Senado em 2026

    Nas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado Federal estarão em disputa — duas vagas por estado e no Distrito Federal. O Senado renova seus membros a cada quatro anos, alternando a escolha de um terço e de dois terços dos senadores, cuja duração de mandato é de oito anos. Em 2022, foi a vez de eleger um senador por unidade da Federação; agora, em 2026, a disputa envolve dois senadores por estado.

    Cada eleitor poderá votar em até dois candidatos ao Senado, e os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos, sem a possibilidade de segundo turno. Essa dinâmica faz com que a disputa seja direta e decisiva já no primeiro turno.

    Quem disputa as cadeiras do Senado em 2026

    Dos 54 senadores com mandato até janeiro de 2027, 41 participam das eleições. Desses, 32 buscam a reeleição para o Senado, enquanto nove concorrem a outros cargos eletivos ou figuram como suplentes em chapas de candidatos ao Senado. Os demais 13 senadores não disputam nenhum cargo neste ano e, portanto, deixarão seus mandatos ao final do período.

    Dentre os que tentam a reeleição estão nomes como Alessandro Vieira (MDB-SE), Angelo Coronel (Republicanos-BA), Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Portinho (PL-RJ) e Carlos Viana (PSD-MG). A lista inclui ainda Chico Rodrigues (PSB-RR), Cid Gomes (PSB-CE), Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Eliziane Gama (PSD-MA), Esperidião Amin (PP-SC), Fabiano Contarato (PT-ES), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Leila Barros (PDT-DF), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Marcos do Val (Avante-ES), Plínio Valério (PSDB-AM), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Rogério Carvalho (PT-SE), Sérgio Petecão (PSD-AC), Soraya Thronicke (PSB-MS), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Weverton (PDT-MA), Zenaide Maia (PSD-RN) e Zequinha Marinho (Podemos-PA).

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    Além disso, alguns senadores concorrem a outros cargos ou atuam como suplentes em chapas. Entre eles estão Daniella Ribeiro (PP-PB), candidata a primeira suplente; Dra. Eudocia (PSDB-AL), primeira suplente; Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência da República; Izalci Lucas (PL-DF), candidato a deputado federal; Jader Barbalho (MDB-PA), primeiro suplente; Mara Gabrilli (PSD-SP), candidata a deputada estadual; Marcos Rogério (PL-RO), candidato a governador de Rondônia; Nelsinho Trad (PSD-MS), primeiro suplente; e Roberta Acioly (Republicanos-RR), candidata a deputada federal.

    Senadores que não disputam as eleições e impacto nas cadeiras

    Treze senadores com mandato até janeiro de 2027 não participam da disputa eleitoral e deixarão o Senado ao final do mandato. Entre eles está Rodrigo Pacheco, que foi indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU). A indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e aguarda promulgação pelo Congresso Nacional.

    Também integram esse grupo Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira, que assumiram como titulares durante o mandato. Sargento Reginauro exerce mandato como suplente de Eduardo Girão (Novo-CE). Em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, os dois senadores que ocupam as cadeiras em disputa não concorrem à reeleição, o que garantirá a renovação desses assentos em 2027. No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães são os que não disputam. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze e Paulo Paim também não concorrem. Em São Paulo, Giordano não é candidato, enquanto Mara Gabrilli concorre a deputada estadual.

    Cadeiras que não estarão em disputa e participação em eleições estaduais

    As 27 cadeiras que não estarão em disputa nas eleições de 2026 correspondem ao terço do Senado eleito em 2022, com mandatos até janeiro de 2031. Entre esses senadores, nove concorrem a cargos de governador em seus estados. São eles: Alan Rick (Republicanos), no Acre; Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais; Efraim Filho (PL), na Paraíba; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Professora Dorinha Seabra (União), no Tocantins; Renan Filho (MDB), em Alagoas; Sergio Moro (PL), no Paraná; Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso; e Wilder Morais (PL), em Goiás.

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    Como seus mandatos senadores vão até 2031, uma eventual derrota nessas disputas estaduais não resultará na perda imediata da cadeira no Senado, garantindo a continuidade da atuação desses parlamentares. A eleição de 2026 definirá as outras duas cadeiras de cada unidade da Federação.

    Os 27 senadores com mandato até 2031 são, entre outros: Alan Rick (Republicanos), Renan Filho (MDB), Davi Alcolumbre (União), Omar Aziz (PSD), Otto Alencar (PSD), Camilo Santana (PT), Damares Alves (Republicanos), Magno Malta (PL), Wilder Morais (PL), Lourdinha Pereira (PSB), Wellington Fagundes (PL), Tereza Cristina (PP), Cleitinho (Republicanos), Beto Faro (PT), Efraim Filho (PL), Sergio Moro (PL), Teresa Leitão (PT), Jussara Lima (PSD), Romário (PL), Rogerio Marinho (PL), Hamilton Mourão (Republicanos), Jaime Bagattoli (PL), Dr. Hiran (PP), Jorge Seif (PL), Astronauta Marcos Pontes (PL), Laércio Oliveira (PP) e Professora Dorinha Seabra (União).

    Previsão de renovação e próximos passos

    Antes mesmo da apuração dos votos, é possível afirmar que haverá mudanças significativas na composição do Senado em 2027. Pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares — isso inclui os 13 que não são candidatos e os nove que concorrem a outros cargos ou figuram como suplentes.

    O número poderá ser ainda maior, dependendo do desempenho nas urnas dos 32 senadores que buscam a reeleição. Além disso, a eleição para governador poderá ocasionar alterações temporárias na ocupação de algumas das 27 cadeiras não disputadas, caso senadores sejam eleitos para o Executivo estadual. A conjuntura eleitoral, portanto, deve provocar efeitos substanciais na composição do Senado e na dinâmica política nacional nos próximos anos.

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    Bianca Silva

    Bianca Silva assina a cobertura de politica no portal Agenda Pública, com atenção aos temas que impactam Brasil, Brasília. Sua biografia editorial será refinada assim que a geração assistida estiver disponível.

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