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    Política

    Protestos pelo voto antecipado ganham força nos EUA antes das eleições de meio de mandato

    Bianca SilvaPor Bianca Silvaoutubro 18, 2026Nenhum comentário5 min de leitura
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    Protestos pelo voto antecipado ganham força nos EUA antes das eleições de meio de mandato
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    Manifestações pelo voto antecipado ganham destaque nos Estados Unidos

    Neste sábado (17), o grupo No Kings organizou manifestações em diversas cidades dos Estados Unidos com o objetivo central de incentivar os eleitores a votarem antes do dia 3 de novembro, data oficial das eleições de meio de mandato. As ações reuniram centenas de eventos considerados apartidários, ainda que o movimento tenha raízes em protestos contra a gestão do ex-presidente Donald Trump nos últimos dois anos.

    Enquanto isso, o próprio Trump realizou um comício no Kentucky, onde buscou mobilizar a base republicana ao exaltar sua influência política. “Posso fazer coisas que são inacreditáveis”, declarou, conforme reportagem da Associated Press (AP).

    Atos em cidades e discursos para incentivar o voto antecipado

    Em Washington, o Lincoln Memorial recebeu uma apresentação musical para algumas centenas de pessoas que, mesmo diante do frio, participaram ativamente do evento, com cartazes que defendiam o voto antecipado e clamavam contra interferências externas no processo eleitoral, exibindo mensagens como “vote cedo” e “tirem as mãos do meu voto”.

    Na cidade de Atlanta, o vereador Michael Julian Bond convocou os presentes a persuadirem outros eleitores a exercerem o voto antecipado. Ele ressaltou que o poder do voto é garantido pela Constituição e comparou esse direito a uma habilidade especial, convidando a plateia a usar essa força nas urnas.

    Promessas e ataques durante o comício de Trump no Kentucky

    No comício, Trump reiterou sua expectativa de que o conflito com o Irã será resolvido em breve, uma declaração repetida várias vezes durante os oito meses de crise. Também garantiu que o preço da gasolina vai diminuir se os republicanos conquistarem o controle da Câmara e do Senado.

    O presidente prometeu que, com a vitória dos republicanos, cada adulto americano receberá US$ 5 mil, uma proposta que, segundo a AP, custaria mais de US$ 1 trilhão e exigiria aprovação legislativa, além de agravar o atual déficit orçamentário dos Estados Unidos, que é próximo a US$ 1,8 trilhão por ano.

    Leia também: Carta de parlamentares dos EUA acusa governo Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras

    Leia também: Relatório da Abin alerta risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras

    Para o Kentucky, Trump anunciou que o Departamento de Defesa investirá na revitalização de uma fábrica de medicamentos local caso seu partido mantenha o poder. Ele também alertou para uma possível crise econômica caso os democratas prevaleçam nas eleições, além de atribuir ao Partido Democrata propostas como a extinção do Senado e da Suprema Corte — afirmações que, segundo a AP, não fazem parte do programa oficial do partido.

    Durante o evento, Trump também associou os democratas ao grupo Socialistas Democráticos da América, que elegeu alguns candidatos nas primárias deste ano.

    Disputa interna no Partido Republicano

    Trump convidou ao palco Ed Gallrein, que derrotou o deputado Thomas Massie na primária republicana do distrito. Massie havia desagradavado o presidente ao defender a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein e se posicionar contra a guerra com o Irã. Em resposta, Trump apoiou Gallrein como substituto mais leal.

    A recepção do público ao ataque de Trump contra Massie foi dividida: metade dos presentes aplaudiu, enquanto a outra metade permaneceu em silêncio. Massie mantém apoio entre eleitores por sua postura conservadora, mesmo quando contraria o partido.

    Controvérsias sobre o voto pelo correio

    Trump questiona o voto pelo correio desde as eleições presidenciais de 2020 e alega, sem provas, que fraudes eleitorais o prejudicaram naquele pleito. Na quinta-feira (15), o governo federal entrou com uma ação contra autoridades eleitorais da Califórnia para impedir a contagem de votos pelo correio de pessoas consideradas “provavelmente” não cidadãs, até que suas condições imigratórias sejam esclarecidas.

    Na sexta-feira (16), o Departamento de Justiça alertou que funcionários locais envolvidos na apuração desses votos podem ser alvo de investigações criminais.

    Leia também: Abin alerta para interferência dos EUA nas eleições brasileiras e seus impactos institucionais

    Leia também: As 10 Estratégias de Trump para Reverter as Eleições de Novembro nos EUA

    Senadores democratas exigem garantias para o processo eleitoral

    No mesmo dia, senadores democratas, entre eles Alex Padilla (Califórnia), Sheldon Whitehouse (Rhode Island) e Dick Durbin (Illinois), enviaram uma carta ao procurador-geral Todd Blanche cobrando um compromisso formal do Departamento de Justiça para que nenhum material eleitoral seja apreendido antes da certificação oficial dos resultados das eleições.

    Entendendo as eleições de meio de mandato nos EUA

    As eleições de meio de mandato, ou midterms, ocorrem a cada dois anos nos Estados Unidos, entre as eleições presidenciais. Elas definem a composição do Congresso, incluindo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 cadeiras do Senado, sendo 33 de renovação regular e duas especiais, nos estados da Flórida e Ohio, abertas por afastamentos recentes.

    O controle do Congresso é decisivo para o governo do presidente, influenciando a aprovação de orçamentos e políticas públicas. Historicamente, o partido do presidente costuma perder cadeiras nessas eleições, que funcionam como um termômetro de sua popularidade.

    Além do Legislativo, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores são eleitos, com calendários e regras eleitorais que variam conforme o estado.

    Próximos passos e desdobramentos eleitorais

    O resultado das eleições de meio de mandato definirá o grau de influência do presidente no Congresso durante a segunda metade do mandato. Caso o partido do presidente perca a maioria em alguma das casas legislativas, o governo enfrentará maiores dificuldades para aprovar medidas e poderá sofrer investigações promovidas pela oposição.

    O cenário atual revela a intensidade da disputa política e a importância do voto antecipado como estratégia para os grupos que buscam garantir a participação eleitoral e influenciar os resultados das eleições que se aproximam.

    Donald Trump Eleições de meio de mandato protestos eleitorais voto antecipado
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    Bianca Silva

    Bianca Silva assina a cobertura de politica no portal Agenda Pública, com atenção aos temas que impactam Brasil, Brasília. Sua biografia editorial será refinada assim que a geração assistida estiver disponível.

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