Avanço nas candidaturas femininas em 2026
As mulheres representam 34,8% das candidaturas registradas para as eleições de 2026, totalizando 7.134 registros em um universo de 20.496 candidatos que disputam cargos como presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, além das vagas para vices e suplentes. O prazo para apresentação dos pedidos de registro encerrou às 19h do último sábado (15), mas os números ainda podem sofrer alterações conforme a análise da Justiça Eleitoral e eventuais substituições.
Disputa presidencial e governamental: queda na participação feminina
Na corrida pela Presidência da República, a presença feminina caiu pela metade em relação a 2022. Das 13 candidaturas ao cargo, apenas duas são de mulheres, o equivalente a 15,4%. Em 2022, quatro mulheres concorreram ao mesmo cargo, representando 30,8% do total.
Nos governos estaduais, a proporção de mulheres também diminuiu, passando de 17% em 2022 para 16,4% em 2026, com 32 candidatas entre 195 concorrentes. Para o Senado, as mulheres representam 21,9% dos candidatos, com 69 registros em 315, contra 23,9% em 2022.
Maior participação feminina nas vagas de vice
A presença feminina é mais expressiva nas disputas para vice. No cargo de vice-presidente, cinco mulheres concorrem entre 13 candidatos, mantendo o percentual de 38,5% registrado em 2022. Para vice-governador, as mulheres são 42,9% dos concorrentes, um crescimento em relação aos 38,8% da última eleição.
Nas suplências ao Senado, as candidatas femininas representam 30,8% para primeiro suplente e 30,7% para segundo suplente, com variações em relação aos percentuais de 2022, que foram de 23,4% e 34,4%, respectivamente.
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Disputas proporcionais mostram maior presença feminina
A maior participação das mulheres ocorre nas candidaturas proporcionais, que incluem as disputas para deputado federal, estadual e distrital. Em 2026, elas ocupam 6.746 das 19.127 candidaturas, o que corresponde a 35,3%, enquanto em 2022 esse percentual era de 34,1%.
A participação feminina aumentou em todas as categorias proporcionais: para deputado federal, passou de 35% para 36,5%; para deputado estadual, de 33,5% para 34,4%; e para deputado distrital, de 34,8% para 35,5%. Apesar do avanço, homens ainda ocupam quase dois terços das candidaturas nesses cargos.
Participação por cor, raça e partido
Entre os candidatos pretos, 44,2% são mulheres, enquanto entre os indígenas esse índice é de 44%. A participação feminina entre candidatos amarelos é de 39,3%, entre pardos 33,6% e entre brancos 32,9%. O crescimento geral da presença feminina foi impulsionado principalmente por candidatas pardas e brancas.
Nas candidaturas femininas de 2026, 45,9% são brancas, 35% pardas, 17,3% pretas, 1,2% indígenas e 0,6% amarelas. Pretas e pardas somam 52,3% das candidaturas femininas, número semelhante ao de 2022.
Quanto à distribuição por partido, as mulheres são maioria apenas na Unidade Popular (UP), com 53,2% dos registros. O Partido Liberal (PL) lidera em número absoluto, com 536 candidatas. Outros partidos com grande presença feminina são MDB, Republicanos, Podemos, Novo e PT.
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Fonte: decaruaru.com.br
Variações em partidos e cargos proporcionais
Entre os partidos, a UP mantém a única maioria feminina, embora tenha reduzido de 63,2% em 2022 para 53,2%. O Cidadania apresenta um avanço significativo, subindo de 35,3% para 42,5%. No PT, a participação feminina permanece estável em torno de 36,7%, enquanto no Republicanos e no PL ocorrem pequenas oscilações.
Nas candidaturas para deputado federal, estadual e distrital, todos os partidos apresentam mais de 30% de mulheres, com variação que vai de 32,3%, no DC, a 48,8%, na UP. Partidos com bases pequenas, como PRTB e PCB, mostram percentuais menores, mas com números absolutos reduzidos.
Próximos desdobramentos eleitorais
Com o fechamento dos registros de candidatura, a Justiça Eleitoral seguirá analisando os pedidos e eventuais substituições até a definição oficial das chapas. O cenário demonstra avanços e retrocessos na participação feminina, com destaque para a maior presença nas candidaturas proporcionais e o desafio de ampliar a representatividade nos cargos majoritários.
O próximo movimento político deve acompanhar a tramitação das candidaturas e as articulações partidárias que podem influenciar a composição final das chapas, impactando diretamente o panorama das eleições de 2026.
