Mobilização da militância e foco na campanha
Em uma transmissão ao vivo realizada no fim da tarde deste domingo (13), o presidente Lula (PT) convocou seus apoiadores a intensificar a divulgação da “verdade” na reta final do primeiro turno das eleições. O objetivo é superar os “negacionistas” e garantir a vitória nas urnas. Durante a fala, o presidente optou por não comentar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e direcionou sua atenção para a estratégia eleitoral e temas econômicos.
Reconhecimento dos desafios e destaque econômico
Lula admitiu atraso na produção do material de campanha e reconheceu o direito da militância de expressar insatisfação. Destacou, porém, os avanços econômicos sob sua gestão, ressaltando que a inflação apresenta o menor índice às vésperas do pleito desde o início do Plano Real. Embora tenha reconhecido que o preço dos alimentos ainda é elevado, enfatizou que o poder de compra da cesta básica está superior ao registrado no governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Precisamos transformar esses 20 dias de campanha na verdade absoluta para vencer a mentira absoluta”, afirmou, ressaltando a importância de combater a desinformação propagada por opositores.
Temas institucionais e denúncias
O presidente abordou rapidamente a questão da soberania nacional, colocando em perspectiva duas opções nas eleições: proteger as riquezas do país ou permitir sua exploração por interesses estrangeiros. Também mencionou a investigação do caso Master, afirmando que “eles criaram um banqueiro e nós transformamos esse banqueiro em prisioneiro”, em referência ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Em relação às investigações que envolvem seu filho Lulinha, no escândalo do INSS, Lula declarou que “se estiver metido, vai pagar um preço muito alto”.
Defesa da educação e crítica à desigualdade
O presidente retomou a polêmica declaração sobre o trabalho dos garis, enfatizando que ninguém exerce essa função por orgulho, mas sim por falta de opções. “Ninguém é pobre porque quer, a gente quer ser mais coisa, a gente lamenta não ter estudado, não ganhar mais”, afirmou. Para ele, o acesso à educação é fundamental para a ascensão social e econômica.
“Até limpar fossa a gente tem orgulho quando é o único trabalho que a gente consegue fazer. O que eu quero é que você estude, que você seja mais do que você é”, completou, reforçando a necessidade de investimento na educação.
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Críticas à oposição e propostas para segurança
Lula criticou a postura dos adversários, classificando-os como mentirosos e agressivos. Destacou que quem vence as eleições por meio da mentira não consegue governar efetivamente. “Eles são muito mentirosos, são ofensivos, agressivos, não têm vergonha em dizer que batem em mulher, vivem matando animal”, disse. Questionou o tipo de futuro que esse cenário reserva para as próximas gerações.
Sobre a segurança pública, afirmou que deseja “fechar as bets” (casas de apostas), mas que avaliará as consequências da medida. Prometeu ainda combater o crime organizado, mencionando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
Articulação política na campanha
Edinho Silva (PT), coordenador da campanha de Lula, reforçou que o partido não aceita um Brasil liderado por quem recusou o resultado das urnas em 2022 e apoiou ações golpistas, incluindo tentativas de assassinato contra Lula, Alckmin e outras autoridades. Essa declaração evidencia a tensão no ambiente político e a estratégia de confrontação adotada pelo PT na campanha.
